sábado, 26 de abril de 2014

Ah, a adolescência é fantástica
Semente, futuro, julgadora e conduzente,
Aliás conduzente e induzente
Em uma leitura rápida vi uma frase induzente:
Quem vive só para si faz um favor ao mundo quando morrer
Diziam que era de Freud
Nem quis saber de quem era,
Frase semente em terreno fértil,
Conduziu-me pegando no braço
Não ofereci resistência, já estava indo mesmo
Hoje, o início da maturidade, árvore de raiz grossa e profunda, reflexiva, parcimoniosa
Ensina:
Quem vive só para o mundo faz um favor para si quando morrer
Estranho e mesquinho pensamento
Talvez queira ver o que nasce perto à ficar olhando e lutando pelo horizonte
Talvez seja só medo de ter perdido muito e não veja o que venceu
Talvez pelas machadadas da vida,
Perdoem
Mas também sei que não é é uma verdade única
Este início de maturidade ensinou que não há verdades absolutas
Que nada é para sempre,
Nem árvore nem semente
Então, há de encontrar um meio termo
Encontre
Esperemos os frutos com suas sementes



quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Hoje uma amiga me mostrou um poema de Carlos Nejar
Sua poesia cumpriu o papel de Arte
Fez refletir
Fez-me e me pôs reflexivo
Lembrou-me que sou finito e infinito
Que sou tudo e nada
Que minha composição não é tão diferente
Que amanha poderei ser maçã
Quem sabe?
Eis a antologia do meu ser